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A mulher Diane von Furstenberg

A estilista famosa por seu vestido-envelope esbanja simpatia por sua passagem pelo Brasil e fala sobre suas conquistas, desejos e segredos
Luciane Angelo
Foto Reprodução
Em São Paulo para uma série de eventos de sua marca, Diane von Furstenberg foi a estrela de uma palestra na FAAP, em São Paulo, esta semana. E a estilista belga naturalizada norte-americana era só simpatia: tentou falar português, brincou sobre o segredo de sua beleza, contou sua trajetoria e revelou o mais novo desafio de sua marca. Confira!
O começo
“Eu sempre quis ser ser uma mulher independente, mas meu marido era um príncipe e eu estava grávida. (em 1969 Diane casou-se com o Príncipe Egon von Fürstenberg e se divorciou em 1972). Quando cheguei em Nova York conheci Diana Vreeland (editora da Vogue América) e ela era mega poderosa. Ela viu minhas criações, gostou e colocou meus vestidos na revista (que na época custavam 60 dólares). E foi aí que tudo começou. Um empurrão fundamental.”
O vestido-envelope
“Comecei a fazer blusas-envelope e foi aí, em 1973, que pensei num vestido em estampa cobra e leopardo e fo um sucesso. Ele é simples como um quimono, feito em jersey e não precisa de zíper nem botão. Ele dá forma ao corpo ainda mais quando é animal print porque deixa a mulher felina e ela adora! naquela época vendia 25 mil vestidos por semana. ”
Os problemas do sucesso
“O sucesso é perigoso porque existe a saturacao quando existe a exposicão. Criei até um perfume com o nome Tatiana (nome de sua filha). Me sentia uma rockstar. Mas não tinha intimidade com os negócios e um dia o banco me ligou dizendo que eu tinha um rombo de 10 milhões de dólares, tinham de certa forma me passado para trás e vendi a minha marca de cosméticos. Um pouco desolada fui para Paris e me sustentava com os royalties. Cinco anos depois voltei para Nova York.”
O retorno
“Nos anos 1990 queria recuperar minha marca que estava um desastre. O vestido-envelope havia desaparecido. Até que comecei a vender meus produtos na QVC, uma TV shopping. Ali eu comecei a fazer as roupas do estúdio também. Um ano depois fiz meu primeiro desfile para venda na tevê e vendi horrores. E tudo foi um processo de reconstrução da marca. Em 1997 as garotas descoladas começaram a lcomprar meus vestidos em brechós. ”
Hoje
“Somos globais, temos uma linha vintage, acessórios, joias, home, decoracao, perfume.”
Mulher poderosa
“É muito dificil conciliar vida em familia e trabalho. Filhos e trabalhos são mais fáceis que o marido. ”
Beleza
“Eu sei que tenho que fazer algo no rosto (Diane tem 64 anos), algum procedimento mas tenho uma vida e não quero parecer mais jovem do que sou. Se você tem idade significa que viveu. Eu me sinto a mesma e é isso que importa. Uma rosa mesmo que velha é mais linda do que uma de plástico.”
Conselho
“Seja você mesmo, não tente ser quem não é.”

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