Vidente nada. Trapezista!

A atriz carioca Joana Lerner, a Luana de Fina Estampa, vai Florianópolis pela primeira vez e revela seu talento circense
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Uhuuuuu! Esse era o brado de Joana Lerner a cada salto no trapézio. Nem uma vidente seria capaz de prever a facilidade com que a atriz se jogava de uma altura de 10 metros do chão. Quando deu uma cambalhota no ar e agarrou as mãos do trapezista chegou a hora da emoção. Chorou de alegria. Pediu para que filmassem sua performance no trapézio do Jurerê Sport Center para mostrar aos amigos no Rio. Agora está decidida a fazer escola de circo.
Moleca desde menina, Joana, 28 anos, trocou a praia pelo circo com muito gosto. “É exatamente isso que eu quero! Apesar de minha aparência certinha sou muito moleca e adoro circo desde criança. Ficava maravilhada com os trapezistas balançando lá no alto!”, conta ela. Sua destreza nas artes circenses surpreendeu a todos. Parecia ter experiência. “Não pratico não. É que levo jeito mesmo. É só ter equilíbrio e deixar o medo de lado”, disse modestamente. Mostrou desenvoltura também na cama elástica e slackline (algo como andar na corda bamba). Foram momentos de deleite para a atriz que vem trabalhando num ritmo intenso de gravações.
Joana, que interpreta a jovem vidente Luana na novela Fina Estampa, estava em Florianópolis pela primeira vez. Carioca, está acostumada a sol e mar. Porém, Jurerê Internacional, onde Gente recebe seus convidados, causou um impacto na moça. “Estou impressionada com o clima e energia daqui. Sou carioca e gosto muito de praia e verão. Mas aqui é tudo muito chique!”, disse ela ao conhecer o Café de La Musique ao lado do namorado, o engenheiro, Gustavo Spegelberg. “Estamos juntos há um ano e meio e ele é super companheiro e compreensivo com minha carreira. Adoramos viajar juntos sempre que temos oportunidade. Como agora para Jurerê .”
Fina Estampa é a sua quarta novela. Por causa dos dons sobrenaturais do personagem – prever o futuro -, Joana já perdeu a conta dos pedidos de adivinhação que recebe nas ruas. “As pessoas me param e perguntam se vão ganhar na Mega-Sena ou se vão encontrar o amor da vida delas. Uma mulher que queria saber especificamente como seria a sua noite naquele dia”, diz ela, que não tem religião e é de origem judia.
Para compor a personagem Joana visitou médiuns, cartomantes e centros de Umbanda. “Nunca tive nenhuma prova, mas acredito em manifestações espirituais e vida após a morte. Tenho, inclusive, amigos que incorporam. Mas não tenho nenhum dom. Se tivesse, gostaria que fosse o de prever tragédias e assim evitar a morte das pessoas”, contou. Quando a novela terminar, Joana se dedicará ao teatro: “Vou começar a produzir duas peças com o meu grupo teatral, a Companhia Pequena Orquestra, que tenho desde 2008”, diz ela já de volta ao hotel, o elegante Il Campanario Villaggio.
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